segunda-feira, 19 de abril de 2010

Insatisfação

“Quer conhecer o verdadeiro caráter de uma pessoa, dê o poder a ela”

Esta frase é a mais pura realidade, o poder corrompe de uma maneira ou de outra. E a mudança fica mais cruel à medida que a pessoa deseja se manter no poder. Acho que você já ouviu alguém dizer: Fulano antes do poder era uma coisa, agora é outra.

Em toda administração há aqueles que pensam que o poder é eterno, e começam a pisar nas pessoas, se achando soberanos (superiores), mesmo sabendo que dias atrás ocupavam o mesmo cargo dos seus subordinados, e isso vem acontecendo na atual administração. Já vimos muitas pessoas perderem o poder por conta disso. Temos um exemplo recente. O que mais se ouve nas ruas é deste tipo de comentários.

Isso não é novidade, uma vez que você tem o "poder" você pode passar a ver as coisas de forma diferente. Você acredita ou discorda? O poder sobe à cabeça dos políticos, assessores, cargos executivos, (ate moderadores de comunidade do Orkut) entre outros tantos. Podemos generalizar esses fatos, ou não?

Tudo neste mundo é relativo, não dá para generalizar coisa alguma. Infelizmente o poder corrompe, sim, a maioria dos que chegam lá, mas há muitas exceções. Jesus de Nazaré e Martin Luther King (não foram políticos, mas extremamente poderosos pela influência que exerceu), e Gandhi (estadista que marcou a história do seu país milenar), estes sim, foram humildes não se corromperam. Lembra-se das tentações de Jesus no deserto?

O poder corrompe, só conhecemos o soldado quando ele vira tenente. O poder corrompe os fracos, os sem personalidades. Quem tem dignidade não se deixa levar pelo sistema, há poucos exemplos de seriedade na nossa política local, mas essa minoria prova que só os indignos se corrompem.

Estão querendo impor uma Ditadura. Todos já sabem como acabam os ditadores.

Jean Barros

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ensaios sobre o amor 2

Faz tempo que venho escrevendo esse post mais não consegui finalizar de uma forma aceitável, então apagava e começava do zero, deve ser a minha cabeça em constante mudança ou será o mundo em constante mudança?

Para esse post eu trago a seguinte frase:
“O verdadeiro amor é aquele que permanece sempre, se a ele damos tudo ou se lhe recusamos tudo.”
Johann Goethe

Descobri em Goethe um gênio, um poeta sem Tempo, um pensador sem causa, um amante das letras e dos sentimentos. Como ele foi feliz em dizer que “o verdadeiro amor é aquele que permanece sempre”, pelo menos para mim, essa é a verdade de sentimentos, quando ele é eterno, imutável.

Mas será que esse amor é utópico, que nunca existiu e nem vai existir. Vivemos cada dia mais alienado com o falso amor, com o que pensamos que o seja, isso destrói, corroí o verdadeiro sentido.

Vejo pessoas se entregando a novos amores todas as semanas, se isso é felicidade passa bem longe da minha, mas quem sabe essas pessoas são felizes assim.

O homem fala muito sobre o amor, pode ser porque o amor vende, chama atenção, cria expectativas, conduz a vida de alguns, mas este mesmo homem só encontrara o verdadeiro significado de amor, quando ele refleti e poder explicar, claro que isso cada um ira ter uma resposta, eu já tenho a minha ( mas não é hoje que direi ), mas quem sabe quando o homem ( sentido amplo do termo ) descobrir, nos não viveremos em uma sociedade menos alienada, mais forte e mais hábil, pois é um sentimento e como todos, são sim explicados, não existe uma formula geral, mas existe uma bem próxima.

Abraços

Jean Barros

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tarde da Sexta-feira Santa, bastante pensativo, bom momento pra reativar este blog. Fico pensando como tem pessoas que já não refletem um pouco o significado da semana. Semana Santa não é só abdicar de carne vermelha, mas deixa, não é essa a conversa que quero ter, não agora.
Ficamos, a cada dia, mais alienados.
Parece que colocamos em um canto tudo o que nos aborrece, e esperamos que um sopro divino carregue aqueles males para longe.

Somos, cada vez mais, escravos da maldade.

Vejo as ruas repletas de pedintes e me correm dois pensamentos:
A piedade e a revolta.
Mas ainda assim, apesar de pensar muito no fato - e não chegar a conclusão nenhuma sobre o merecimento de cada um, sobre os fatores que levam uma pessoa a este estado - nada faço.
Então, na verdade, não sei se vejo, ou se finjo que vejo...
Talvez eu finja que não vejo.

Acompanhamos no noticiário hodiernamente denúncias dos nossos “parlamentares”, corrupção, prevaricação, lobby, chantagem, mentiras, mentiras e mentiras...
Também paro pra pensar sobre isso, pergunto-me todos os dias como posso fazer para melhorar essa situação, ate penso em candidatar-me futuramente, mas isso me mataria (Será que devemos morrer pela sociedade? Será que devemos resgatar aquele sentimento impávido dos que defendem a nação nas guerras e tornarmos-nos soldados da nação, contra a nação e pela nação?).

No final finjo que não vejo.

Ocorre que cada vez mais isso me enche de cólera, sentimento que repudio.
Ver aquele sorriso sarcástico de quem sabe que no final tudo termina em pizza, que os pares sempre se protegem, que não importa o quanto foi roubado, o quanto foi dilapidado do povo, ou mesmo o quão arruinada se expõe a moral, tudo se mantém sempre igual...
Enoja-me!

Eu não sou palhaço!

Eles sabem, mas, de certa forma, são como nós, e fingem que não vêem.

Por Jean Barros

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Relacionamentos

Estava pensando em o que me serviria. Pensar em alguém quando esse alguém sai vai fazer as suas tarefas do dia-a-dia. Vai trabalhar, estudar, fazer compras. Normal mesmo é pensar em alguém na ausência, quando esse alguém está longe da gente. O par perfeito é qualquer um de quem se gosta, de quem se sente falta, de quem se quer estar junto. Se esses sentimentos começam a sair do trilho esse relacionamento deixa de pertencer ao rol da perfeição que a gente enxerga. O grande problema do indivíduo é que ele costuma se prender a relacionamentos desgastados pelo tempo e pelos problemas, desperdiça tempo e sentimentos quando o prazer da companhia do outro acaba. Brigar também é perfeitamente normal em um relacionamento saudável, sentir aquela culpazinha depois ou uma revolta por achar que estava certo. Depois do gelo se conversa, faz as pazes e acaba tudo em beijos. Tudo cíclico como tudo na vida. A paz, as rusgas, os desentendimentos, a trégua. Os anos vão passando e um vai parecendo mais com o outro, se existem as manias de um e de outro, existem as manias do casal, que diferem do outro casal, e se perdoam mutuamente pelos seus defeitos. O que eu não suportaria num relacionamento é vê-la nos braços de outro, sendo trocado, substituído. É nessa hora que cai o mundo, falta o chão e o que uniu duas pessoas se transforma em sentimentos menos nobres e traiçoeiros. O relacionamento perfeito pra mim tem que ter o prazer, prazer da companhia, prazer de estar junto, prazer de conversar, fazer projetos, metas em comum. Ser fiel nesse contexto é fundamental. AMOR, PRAZER, ALEGRIA, FIDELIDADE, AMIZADE são essas as palavras chaves. Esqueci de alguma? Não acho que relacionamentos têm que ser pra sempre, acho que deve durar o suficiente pra trazer esses sentimentos que fazem com que as pessoas sejam melhores a cada dia.

Faz tempo que não postava algo, é que minha semana ficou mais pesada e não tinha tempo para escrever, a partir de hoje vou tentar postar somente uma vez por semana, se houver tempo ate mais que isso.

Abraço

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Música e seus efeitos!

Bed Of Roses - Cama de rosas - Tradução

Sentado aqui perdido e ferido neste velho piano
Tentando capturar o momento esta manhã, eu não sei
Pois uma garrafa de vodka ainda está alojada na minha cabeça
E algumas loiras me trazem pesadelos
Eu acho que ela ainda está na minha cama
enquanto sonho com filmes que não falarão de mim quando estiver morto
Com um punho de aço eu acordo e beijo de língua esta manhã
Enquanto algumas marchas de banda mantém sua própria batida em minha cabeça
Enquanto estamos conversando
Sobre todas as coisas que eu desejo acreditar
Sobre amor e a verdade e o que você significa para mim
E a verdade é que baby, você é tudo o que preciso
Eu quero te deitar numa cama de rosas
Pois esta noite eu durmo em uma cama de pregos
Eu quero estar o mais próximo do Espírito Santo
E te deitar numa cama de rosas
Bem estou tão longe
Que cada passo que dou é no meu caminho para casa
O resgate de um rei em centavos eu pago a cada noite
Apenas para ver por este telefone público
Ainda estou sem tempo
Ou é difícil passar
Até que o pássaro no arame me faz voar de volta para você
Eu apenas fecharei meus olhos e suspirarei, baby amor cego é verdadeiro
Eu quero te deitar numa cama de rosas
Pois hoje à noite eu vou dormir numa cama de pregos
Eu quero estar mais próximo do Espírito Santo
E te deitar numa cama de rosas
Hoje à noite não estarei sozinho
Mas você sabe que não significa que não estarei solitário
Não tenho que provar nada
É por você que eu morreria para defender


Bon Jovi

Quando ouço essa música, sei o efeito que causa em mim, me faz consciente da dor de amar, da beleza que existe nos pensamentos de um poeta-músico, de como não vivo sem essa sensação que me preenche de bons e agradáveis sentimentos, nos quais me perco e por vezes me encontro apegado às lembranças, de um viver cheio de experiências, que de tão constantes, confundem, iludem...
Estou numa fase romântico, mas garanto que todos os tipos de música me causam algum efeito concreto.
Ao ouvir O Noturno de Chopin sinto algo, em melodias da MPB principalmente, Chico, entre outros, no rock todos me fazem liberar o estresse e soltar os tão chamados bichos, mas o Bon Jovi tem um capitulo inteiro na minha vida, costumo dizer que eles são 1/4 do meu dia. Há também os clássicos dos anos 60 e 70 que se assemelham em muito com meus pensamentos, libertários e com mensagens muitas vezes de tons anárquicos, me dizem pra não aceitar todas as mudanças sem questionar, não ser previsível demais... Quando chega aos meus ouvidos Fly Away From Here/ Aerosmith ou Is this love / Whitesnake ou Whole Lotta Love do Led Zepelin, quando a Sex Machine de James Brown bota fogo no pc, e a plena Satisfaction dos Stones me dão a real dimensão do efeito causado, sei o que me faz bem...
Sinto-me melhor ao ouvir Blaze of glory de Bon Jovi e a melhor de todas: Always.
Alem de ser um eterno apaixonado pela cultura pernambucana e nordestina, amo Frevo, Forro (o legitimo), Baião, e o meu querido Xaxado da minha terra (Serra Talhada).

Tenho meus preconceitos musicais, queria não tê-los, mas não mandamos em nossos ouvidos no que se refere à música (rs), posso dizer que alguns estilos musicais me enervam profundamente mas tive uma experiência, quase um tratamento de choque, numa viagem recente fui obrigado a aturar estilos como o Pagode Baiano e o Forro com musicas Baianas . E a partir daí, pude mudar meus conceitos em relação ao aturar, para o de aprender a tolerar e respeitar os gostos musicais alheios. É difícil, mas o exercício é fundamental.

Dizem que precisamos de ouvidos bons, para música, penso que isso é relativizar, pois somos todos diferentes, e com raras exceções as semelhanças se fazem presentes, e cada qual com o ouvido apto e pronto para aceitar os estilos de sua preferência, que de tão próprio e pessoalíssimo, transferem pra si o domínio dessa arte eterna, secular que é a MÚSICA.
E que as Musas, mais especificamente Euterpe (filha de Zeus e Mnemósine, musa protetora e inspiradora em tudo o que se refere a Música (sabiam dessa?) ), nos protejam nessa eterna escolha dos sons.

Abraço


Jean Barros

O Poder das Palavras

As palavras tem poder?
Alguns dirão que sim, outros que talvez e haverá ainda os que negarão com veemência. (rs)
Decididamente não sei, às vezes parece que sim, quando ouço alguma história que me comove, quando canto, quando recito pra mim as poesias que gosto, todas as palavras produzem a sensação de bem estar, de continuidade, de atenção para se chegar a uma felicidade que parece próxima, mas que ainda encontra barreiras em mim mesmo a todo momento.
Claro que sou humano o bastante para dizer que as palavras também assumem outro sentido quando as relaciono com meu estado de espírito. Quem não faz isso? Sou volúvel, sim eu sei, mas como disse sou humano e para terror dos homens, um complexo ( gene XY) Homem.
Sempre que os sentimentos oscilam, ou quando tenho uma noite mal dormida ( preciso de no mínimo 8h de sono, senão minha manhã é péssima), ou quando estou de mau-humor, ou quando acontece algo repentino que me tira do sério, bom aí sim, as palavras em mim mudam de sentido para os mais variados que evocam o lado "mau" de minha personalidade. Nesses momentos um bom silencio, evita-me de falar bobagens que possam fazer-me arrepender depois, mas as vezes o ímpeto é maior, e as palavras saem sem pensamentos prévios, cheias de energia e emoção.
Queria ser menos volúvel, (em sentimentos e em palavras) me controlar mais, amadurecer, mas não dá. A necessidade de liberar o que dentro de mim reside, seja bom ou ruim.
Soltar os bichos, exorcizar a mente, e porque não o corpo, com as palavras consigo.
Vejo em tudo isso o poder das palavras. Pelas palavras fazemos pessoas felizes, fazemos sofrer, trazemos satisfação, magoamos, acariciamos, alegramos, damos prazer , consolamos, geramos raiva, incutimos o medo, produzimos pensadores e pensamentos, inibimos o surgimento de novas idéias, tolhemos a criação de um momento, tornamos sensíveis os olhares, e uma infinidade de outras coisas.
Gosto de pensar que laborando a palavras elas possam um dia tornar-se realidades para mim, sempre peço, grito, berro, insistentemente. Que eu possa num desejo não só experimentar a palavra, mas a vida que vem junto com ela quando a pronuncio, audaciosamente, sem nenhuma amarra, expressando o que de mais natural e puro está em meu interior.
As palavras sempre são poderosas, elas são nossa íntima conexão com o viver e a vida.
Termino convidando-os, a todos os que passam por aqui a utilizarem as palavras, elas pertencem a vocês enquanto quiserem usá-las. Não deixem pra depois o que podem fazer agora... Tentem, experimentem escrever, brincar com as palavras, é um belo lazer.

Escrito por Jean

domingo, 17 de janeiro de 2010

Amor x Distância

Duas palavras que me parecem antônimos
Antônimos são palavras ou expressões que tem significado oposto ao de outra.
Mas que quando juntas da forma correta, cria um relacionamento seguro e o mais verdadeiro de todos.
Se amor combina com distância ou se distância combina com amor?
O que importa mais, à distância ou o amor?
Será possível escolher a kilometragem, na qual seu amor vai se encontrar?

Bem, esqueçamos a distância e vamos ao amor.

O amor transcende, vai além de paredes, de longitude ou de latitude.
Desconhece fronteiras, se estabelece sem pedir licenças e não possui fita métrica.
É capaz de romper barreiras, de alçar-se em vôos além do imaginário e de andar em terra firme por caminhos a fio.

Quem ama faz o impossível virar possível em um passe de mágica e transforma um deserto árido em terreno fértil. Quem ama não conhece limites, pois sabe que apesar do longo percurso o rio sempre encontra o mar, e por isso, por ter esse conhecimento, aproveita a longa viagem pra planejar como vai deliciar cada segundo, pois cada segundo representa uma hora.

Amar, o amor, ser amado é a plenitude da vida, a magnitude da existência, sendo assim, não há porque comparar, medir ou restringir o amor à distância.
Não sou bobo a negar que a distancia possa atrapalhar o amor
Mas quem é que manda em sentimento, quem é que escolhe?

Amor com distância muitas vezes rima com dor, com angústia, com lágrimas, com carência, com vontade sufocada...
É amor recheado de saudade, de beijos longamente imaginados, de arrepios fora de hora, de sorrisos ante as lembranças...
Mas tem os reencontros... Aqueles momentos em que quando os olhos se cruzam, e o tempo passa a ser só um detalhe... Parece que foi um lapso, que nunca existiu separação... Aquela coisa de continuar de onde se parou aquela sensação de se estar em casa novamente...

Não é escolha, às vezes é uma cédula com opção única...

Abraço!!!